Imagem que mostra uma sala de Ginastica de Condomínio em post do consultor fit

A evolução do mercado fitness em condomínios – minha trajetória e o nascimento do Consultor Fit

Olá, meu nome é Maicon. Trabalho no mercado fitness há vários anos e hoje venho compartilhar como eu vi — na prática — a mudança desse mercado, principalmente dentro de condomínios.

A ideia aqui também é somar com algumas dicas para você que é síndico, síndica, conselheiro de condomínio ou está envolvido na melhoria da sala de ginástica de condomínio ou do espaço fitness.

Este post ficou grande, eu sei. Mas nos próximos conteúdos vou ser mais direto e objetivo. Ainda assim, recomendo a leitura — principalmente se você está buscando equipamentos para academia em condomínio. Aqui eu trago mudanças reais do mercado, alguns aprendizados importantes e um pouco da minha história.
Se não conseguir ler tudo agora, vale salvar e ir lendo aos poucos. Acredito que pode te ajudar bastante na tomada de decisão.


Como tudo começou no mercado fitness

Entre 2007 e 2008, comecei minha trajetória na empresa Athletic, muito focada no mercado residencial. Naquela época, a marca estava fortemente presente em shoppings por todo o Brasil, e foi justamente nesse ambiente que dei meus primeiros passos — sem nenhum background no mercado fitness. Era tudo novo para mim.

Naquele período, as compras online ainda não eram comuns. O que veio depois — com o crescimento do digital — praticamente varreu boa parte do mercado físico residencial, impactando diretamente lojas em shopping (inclusive a própria Athletic).

Com o tempo, fui ganhando experiência e conhecendo melhor o mercado, mas sempre com foco no cliente pessoa física. Sinceramente, nem passava pela minha cabeça que existia um mercado enorme voltado para condomínios e espaços fitness coletivos.


Meu primeiro contato com academia em condomínio

Meu primeiro contato com uma venda para condomínio aconteceu ainda dentro do shopping. Um síndico me procurou para entender melhor sobre os equipamentos. Passei os valores e, algum tempo depois, ele voltou para fechar a compra de duas esteiras.

Para mim, naquele momento, era só mais uma venda. Mas hoje, olhando para trás, vejo que ali já existia um sinal importante do que eu vou comentar mais à frente.

Os equipamentos acabaram não performando como esperado e apresentaram problemas no condomínio. E aqui é importante deixar claro: não era porque os produtos eram ruins — o problema era outro. Eles simplesmente não eram adequados para uso coletivo.

Naquela época, a Athletic ainda não tinha uma linha forte voltada para condomínios. Eu atendi exatamente o que o síndico pediu, dentro do que ele conhecia — e também não foi culpa dele. Faltava informação. Era um mercado que ainda estava engatinhando.

E, sendo bem direto, isso ainda acontece hoje.

Muitos síndicos e conselheiros de condomínio continuam tomando decisões sem o suporte adequado, o que pode levar a investimentos ruins na academia do condomínio.

Por isso, minha recomendação é simples: busque ajuda. Pode ser de um morador da área, um personal trainer que atue no condomínio ou até profissionais especializados. E, claro, pesquise. Hoje a informação está muito mais acessível.

E o ponto principal aqui é esse: mesmo com boas intenções, um condomínio pode errar — na escolha dos equipamentos de ginástica.

Durante todo o período em que estive na Athletic, nunca houve um trabalho realmente estruturado para o mercado de condomínios.

Entrada em um mercado mais estruturado para condomínios

Depois disso, acabei mudando e fui trabalhar na Reebok Fitness, que mais tarde passou a se chamar FIT4.

Ali já existia um trabalho muito mais focado em condomínios, com produtos pensados para esse público. Ou seja, o mercado começou a perceber o tamanho da oportunidade que existia no espaço fitness de condomínio.

Ainda era uma época em que o mercado residencial vendia muito bem em lojas físicas.

Em condomínios eu lembro claramente de um padrão que se repetia bastante:
orçamentos com 2 esteiras, 1 elíptico, 1 ou 2 bikes e uma estação de musculação.

(Sobre estação de musculação, vou falar mais pra frente — porque esse é um ponto importante na evolução do mercado fitness em condomínios.)


Aprendizado na prática: o contato direto com condomínios

Foi nessa fase que comecei a visitar muitos condomínios. E isso fez toda a diferença.

Seja em visitas técnicas, atendimento na loja ou até por telefone, passei a conversar com todo tipo de perfil:
síndicos, síndicas, conselheiros de condomínio, moradores, zeladores e administradoras.

Com isso, fui ganhando muito mais do que experiência comercial — ganhei know-how real de como montar uma sala de ginástica de condomínio.

Também comecei a entender as particularidades desse tipo de negociação, que são bem diferentes da venda para pessoa física e, como fui perceber depois, também diferentes da venda para academias tradicionais.

E vou ser sincero: eu me encantei por essa dinâmica. Atendimento, negociação, fechamento… tudo fazia muito sentido nesse mercado.

Um problema recorrente: orçamento baixo e escolhas erradas

Um ponto que me chamou muita atenção nesse mercado — ou “mercado vertical”, como alguns costumam chamar — foi o comportamento das construtoras.

Grande parte delas destinava um valor muito baixo para o espaço fitness do condomínio.

O resultado?
Acabavam comprando equipamentos residenciais, muitas vezes de marcas que não eram preparadas para uso coletivo.

Na FIT4, onde eu trabalhava, não era permitido vender linha residencial para salas de ginástica de condomínio. E, mesmo que isso representasse abrir mão de faturamento, era a decisão correta — porque evitava problemas futuros.

A mudança no padrão dos condomínios

Um outro ponto interessante é que, com o tempo, praticamente toda obra nova passou a ser entregue já com um espaço fitness planejado.

Isso virou padrão.

Mesmo assim, até hoje recebo muitos contatos de condomínios — tanto antigos quanto mais novos — que não previram esse espaço e precisam adaptar.

E aí entra de tudo:
salão de festas, brinquedoteca, sala de jogos, casa do zelador… sempre dá um jeito de transformar em uma academia em condomínio.

E posso afirmar com tranquilidade:
hoje, o espaço fitness é imprescindível em qualquer condomínio.

Além de qualidade de vida, ele impacta diretamente na valorização do imóvel. Existem estudos que apontam uma valorização de até 15% quando o espaço é bem montado e equipado.

Um ponto cego na minha trajetória

Passei bons e felizes anos na FIT4 e adquiri muito conhecimento de mercado.

Mas, olhando para trás, existia um ponto cego na minha visão:
o mercado de academias.

Na época, ele era chamado de “mercado profissional”. Mais pra frente vou voltar nesse termo, porque esse conceito de profissional (igual a academias) também mudou bastante ao longo do tempo.

A entrada no “mercado profissional” e o desafio de posicionamento

No chamado mercado profissional, a FIT4 começou a atuar um pouco depois, quando fechou uma parceria com a Olympikus.

A partir daí, passou a importar equipamentos profissionais e vender no Brasil com a marca Olympikus. Eram produtos de boa qualidade, pensados para academias, e a ideia era ganhar espaço nesse mercado.

Mas existia uma barreira clara.

Por melhor que fossem os equipamentos, ainda faltava nome e autoridade nesse segmento. Os donos de academias tinham como referência marcas já consolidadas como Movement, Life Fitness e Technogym.

Durante minhas visitas em academias, era muito comum encontrar equipamentos da Movement — e, na maioria das vezes, com donos e professores bastante satisfeitos, principalmente com a linha de cardio.

Ou seja: não bastava ter um bom produto — era preciso construir confiança.

Quando o padrão dos condomínios começou a subir

Enquanto isso, algo interessante começou a acontecer no mercado de condomínios.

Passamos a vender a linha profissional da Olympikus também para espaços fitness de condomínio. E isso já era um sinal claro: o nível de exigência estava aumentando.

Lembra que eu comentei que muitas construtoras compravam equipamentos residenciais?
Então… foi aí que começou um movimento que eu chamo até hoje de “segunda venda”.

Funcionava assim:

Depois da obra entregue, com o condomínio em uso, os moradores começavam a perceber:

  • baixa durabilidade dos equipamentos
  • excesso de manutenção
  • experiência ruim de uso

Resultado? Precisavam investir de novo.

E era aí que eu entrava, fazendo essa “segunda venda” — substituindo equipamentos inadequados por soluções realmente pensadas para uso coletivo.

E isso não acontecia só quando a construtora errava. Muitas vezes, era decisão do próprio condomínio.

Afinal, o que era “profissional”, “semi” ou “residencial”?

Com a entrada dos equipamentos profissionais nos condomínios, começou também uma discussão que existe até hoje no mercado:

Se temos equipamentos residenciais e profissionais, o que seria aquilo que vendíamos antes da linha Olympikus?
“Semiprofissional”?

Esse é um debate longo — e eu mesmo já discuti muito isso com colegas do mercado. Mas vou deixar para aprofundar em outro conteúdo, senão a gente perde o foco aqui.

As outras marcas que moldaram minha visão de mercado

Só para não ser injusto com a FIT4: ela não começou a trabalhar com produtos mais robustos apenas com a Olympikus.

Lá no início, quando ainda era Reebok Fitness, a empresa já trazia outras marcas importantes, como:

  • Body Solid
  • Octane
  • Cybex

A Body Solid era muito forte nas estações de musculação — produtos realmente robustos e de ótima qualidade.

A Octane era focada em elípticos. E aqui vai minha opinião pessoal: na época, eram simplesmente os melhores do mundo. Eu sou fã até hoje desses equipamentos (ou “transport”, como alguns chamam — e isso também dá um bom tema para outro post).

Já a Cybex tinha uma linha completa profissional, tanto no cardio quanto na musculação, com altíssimo nível de qualidade.

Mas, mesmo sendo uma marca global e reconhecida, não ganhou tanta tração no Brasil. Na minha visão, por dois motivos principais:

  1. Preço elevado (produto realmente premium)
  2. Insegurança do mercado com reposição de peças

Mesmo com um bom trabalho da FIT4 nesse suporte, o mercado ainda tinha receio — principalmente comparando com marcas já mais estabelecidas no país como Life Fitness e Technogym.

Mudança no padrão de montagem das academias em condomínio

Com a chegada da linha profissional da Olympikus, começamos a sair daquele padrão básico:

  • 2 esteiras
  • 1 elíptico
  • 1 ou 2 bikes
  • 1 estação de musculação

E passamos a montar espaços mais completos, incluindo:

  • Cross Over (principalmente o angular 45°, mais compacto)
  • máquinas como extensora/flexora
  • adutora/abdutora

Ou seja, em muitos casos, a estação de musculação deixava de ser o equipamento principal.

E aqui entra um ponto técnico importante:

Existe uma grande diferença entre estação de musculação e máquinas individuais, principalmente em termos de biomecânica — que, no fim das contas, impacta diretamente na qualidade e segurança dos exercícios.

💡 Já falamos em detalhe sobre a diferença entre Cross e Estação de Musculação. Se quiser entender qual entrega mais resultado para os moradores, [clique aqui] — mas antes, continue lendo este post.

Claro, existem exceções. Algumas estações, como as da Body Solid, entregam uma qualidade muito boa.

Mas, no geral, essa mudança foi mais um sinal claro de que o mercado de academia em condomínio estava evoluindo.

Um parêntese importante sobre estação de musculação

Agora, abrindo um parêntese rápido:

Isso não significa que um condomínio que opta hoje por uma estação de musculação está errado.

Essa decisão envolve várias variáveis, como:

  • espaço disponível
  • perfil dos moradores
  • orçamento

O ponto é: se essa for a melhor escolha para o seu condomínio, tente investir em um produto de qualidade superior.

Porque, sendo bem direto… tem muita coisa ruim no mercado.

Uma pausa no fitness — e o retorno ao mercado

Retomando minha história: depois de muito tempo na FIT4 e de ter acumulado bastante conhecimento, recebi um convite de amigos de infância para atuar em uma área totalmente diferente do mercado fitness.

Na época, fez sentido. Aceitei.

Fiquei quase três anos fora do setor. As coisas iam bem na nova área, eu estava feliz… mas, sendo bem honesto, sentia falta do fitness. Foi meu primeiro emprego, então tem um lado emocional forte aí também.

Até que decidi voltar.

O retorno pela Kikos Fitness e um novo choque de realidade

Voltei para o mercado através da Kikos Fitness, em uma loja muito boa, bem localizada — no mesmo nível das operações que eu já tinha vivido antes.

E foi aí que percebi: o mercado tinha mudado de novo.

Mas dessa vez, a mudança era no mercado residencial.

A procura por equipamentos de ginástica residenciais em lojas físicas tinha caído drasticamente.

Um sinal claro disso era a própria Athletic: praticamente desapareceu dos shoppings. Em São Paulo, por exemplo, já não estava mais presente como antes.

O impacto das vendas online nas lojas físicas

E não demorou muito para eu entender o motivo.

Era cada vez mais comum acontecer o seguinte cenário dentro da loja:

O cliente entrava, via os produtos…
pegava o celular…
e comparava na hora.

E aí vinha a frase clássica:

“Esse mesmo modelo está mais barato em tal site.”

E muitas vezes era verdade.

Eu estava ali, na loja física, vendendo exatamente o mesmo produto que estava mais barato na internet.

A principal diferença?
Na loja, eu entregava e montava.
Na internet, geralmente o cliente precisava se virar com a montagem.

Só que, na prática, isso só fazia diferença quando o valor era próximo.

Quando a diferença chegava perto de mil reais… não tinha argumento:
o cliente escolhia economizar.

Uma mudança que afetou principalmente o mercado residencial

Esse movimento impactou fortemente a linha residencial.

Já nos produtos de nível mais alto — voltados para academias e condomínios — essa diferença de preço não era tão agressiva.

E isso também ajuda a explicar por que o mercado de academia em condomínio continuou evoluindo, enquanto o varejo físico residencial perdia força.

A entrada na Movement e o mercado profissional

Depois de uma curta passagem pela Kikos Fitness, recebi um convite da Movement — aquela mesma empresa que eu via em diversas academias e que sempre tive vontade de trabalhar.

Uma marca nacional, muito reconhecida no mercado fitness.

Assim como nas outras transições da minha carreira, saí da Kikos novos e valiosos conhecimentos.

E aí começava minha trajetória na Movement.

Logo no início, já estava negociando com academias — e a diferença era nítida: a aceitação dos produtos era muito alta.

A força da marca no mercado de academias

A Movement, por muito tempo, não tinha o mercado de condomínios como foco.

O posicionamento era claro: academias.

E isso fez com que a marca construísse um nome muito forte. É difícil encontrar um dono de academia, professor ou profissional da área que não reconheça o valor da Movement.

A entrada da Movement nos condomínios

Quando eu entrei, uma mudança já estava em curso.

Não sei dizer se foi uma decisão puramente estratégica ou uma resposta ao mercado — mas o fato é que os condomínios começaram a buscar cada vez mais equipamentos profissionais.

E isso abriu espaço.

A Movement, que já tinha um portfólio forte voltado para o mercado profissional, começou a ganhar espaço também no segmento de academias em condomínio.

E a adaptação foi natural.

Porque, no fim das contas, é simples:
se um equipamento performa bem em uma academia de grande porte, a tendência é performar muito bem em um espaço fitness de condomínio.

O que hoje eu considero “mercado profissional”

A Movement me deu a oportunidade de atuar diretamente no chamado mercado profissional — que, na época, era praticamente sinônimo de academias.

Mas hoje eu vejo diferente.

Para mim, mercado profissional não é só academia.

Inclui também:

  • condomínios
  • studios
  • clínicas
  • hotéis

Ou seja, ambientes onde o nível de exigência é mais alto — seja de moradores, alunos, pacientes ou hóspedes.

O impacto das grandes redes na exigência dos usuários

E aqui entra um ponto importante que ajuda a explicar essa evolução:

Grandes redes como Smart Fit, Bluefit, Selfit, Skyfit e Panobianco elevaram o padrão do mercado.

Essas redes trouxeram estruturas completas, com equipamentos de alto nível e preços acessíveis.

Resultado?

O usuário comum passou a ter mais referência de qualidade.

E isso impacta diretamente os condomínios.

💡 Existem diferentes versões de cross, e cada uma atende a um objetivo ou espaço. Se quiser entender as diferenças entre Cross, Crossover e Cross com Smith, [leia o post completo aqui] — mas antes, continue lendo este post.

Hoje, é muito comum moradores participarem da decisão e já pedirem equipamentos mais completos — como, por exemplo, o cross over em suas variações:

  • 45° (angular)
  • cross com Smith
  • entre outros

Porque eles sabem que esse tipo de equipamento permite trabalhar vários grupos musculares e montar treinos mais completos dentro da academia do condomínio.

Meu mercado “do coração”

Com a Movement cada vez mais presente em condomínios, minha migração foi natural.

Eu gostei, sim, de trabalhar com academias. Aprendi muito.

Mas sendo bem direto:
meu mercado do coração é o de condomínios.

Um mercado cheio de peculiaridades (e desafios)

O mercado de academia em condomínio é bem diferente. Tem várias peculiaridades — e, sendo bem honesto, nem todo mundo gosta de atuar nele por causa disso.

Vou te dar alguns exemplos bem reais do dia a dia.

Muitas vezes, você está atendendo um síndico, síndica, conselheiro de condomínio, morador ou até o zelador. E, naturalmente, essas pessoas nem sempre têm conhecimento técnico sobre equipamentos de ginástica.

E está tudo certo.

Cada um tem sua profissão, sua especialidade. Eu mesmo não entendo de arquitetura, direito e várias outras coisas (e tá tudo bem 😄).

O problema começa quando o condomínio está totalmente “no escuro” — sem ninguém que entenda minimamente do assunto ou sem apoio de um profissional da área.

O clássico erro dos “três orçamentos”

Nesse cenário, acontece muito o seguinte:

O condomínio solicita um orçamento…
e depois busca mais dois, muitas vezes de forma aleatória (Google mesmo).

E aí entra um ponto crítico:

Como consultor, muitas vezes você nem sabe quem são seus concorrentes naquele processo. E isso faz diferença — porque, quando você sabe, consegue entender melhor o nível de exigência e o direcionamento do condomínio.

Agora pensa comigo:

Um condomínio com orçamento limitado pode acabar comparando:

  • uma empresa de boa qualidade
  • com duas empresas de qualidade muito baixa

Ou então:

  • uma empresa intermediária (nível “BBB”)
  • uma empresa boa (nível “AAA”)
  • e uma empresa ruim (nível “ZZZ”)

Isso é uma comparação justa?

Será que, em uma assembleia, vão analisar só o preço?
Ou vão considerar também:

  • qualidade dos equipamentos
  • durabilidade
  • pós-venda
  • segurança dos moradores

Porque, no final das contas, é isso que realmente importa.

Nem sempre o mais caro é o melhor — mas informação é tudo

Aqui é importante deixar claro:

Não estou dizendo que o mais caro sempre é a melhor escolha.

Mas estou dizendo com tranquilidade:
informação faz toda a diferença na tomada de decisão.

Já vi condomínios fazerem ótimas escolhas — com equipamentos de qualidade — e mesmo assim terem problemas pontuais. Isso acontece.

A diferença está no que vem depois:

👉 Como a empresa resolve o problema?
👉 O pós-venda funciona de verdade?

E aqui vai um ponto importante:
nem toda empresa grande, com produto caro, tem um bom pós-venda.

Mas, ainda assim, na maioria dos casos, investir em qualidade tende a ser muito mais seguro do que optar por produtos “nível ZZZ”, que além de não durarem, podem representar risco para os moradores.

💡 Quer um guia completo sobre como planejar a academia do seu condomínio em 7 etapas? [Temos um post só sobre isso →]
Continue lendo este post primeiro.

Outro desafio: falta de controle no processo

Essa é outra peculiaridade forte do mercado de condomínios.

Nem sempre o fornecedor participa da assembleia.

E quando participa… o cenário muda completamente.

Porque ali o consultor consegue:

  • explicar tecnicamente
  • comparar corretamente os produtos
  • orientar a decisão

Mas quando não participa, perde totalmente o controle do processo.

E aí ficam várias dúvidas:

  • Estão olhando só preço?
  • Estão considerando marca?
  • Estão comparando “laranja com laranja”?
  • Algum concorrente está usando estratégia duvidosa que o cliente não percebe?

Quem tem experiência bate o olho e já identifica quando algo pode virar problema lá na frente.

Orçamentos no escuro: um erro mais comum do que parece

Outro cenário muito comum:

O condomínio simplesmente pede um orçamento…
sem passar praticamente nenhuma informação.

E aí vem o clássico:

“Pode sugerir os equipamentos?”

Mas sem contexto nenhum:

  • perfil dos moradores
  • espaço disponível
  • orçamento aprovado (ou estimado)
  • nível de exigência
  • concorrentes

Ou seja: tudo no escuro.

Fica muito mais difícil entregar uma proposta realmente assertiva para aquele espaço fitness de condomínio.

Uma dica direta para síndicos e conselheiros

Se você está do outro lado — coletando orçamentos — aqui vai uma recomendação bem prática:

converse com o consultor.

Explique:

  • como é o seu condomínio
  • quem vai usar a academia
  • quanto pretendem investir
  • qual o nível de expectativa

Isso muda completamente a qualidade da proposta.

E mais importante ainda:

👉 Nunca aceite um orçamento “vazio”.

Peça explicações.
Peça comparações.
Entenda o que está sendo oferecido.

Se foi um morador que levou o orçamento, veja se ele realmente avaliou os pontos importantes.

Porque estamos falando de um investimento coletivo.

“Consultor é chato”… mas é necessário 😄

Eu sei — consultor (ou vendedor, se preferir chamar) pode ser insistente, pode ser chato… faz parte 😄

Mas a verdade é:

👉 É através dele que você consegue tomar uma decisão melhor.

Ninguém gosta de comprar errado — ainda mais quando envolve dinheiro de todo mundo.

E quando você tem informação, você ganha algo muito importante:

argumento.

Seja para:

  • convencer o morador que quer o mais barato
  • ou até aquele que quer o mais caro sem necessidade

Você consegue explicar o que realmente faz sentido para o condomínio.

Tenha paciência — isso impacta diretamente no resultado

Então, minha recomendação final aqui é simples:

Tenha um pouco de paciência com os consultores.
Reserve um tempo para entender as propostas.

Porque isso vai impactar diretamente na qualidade do investimento do seu condomínio.

Último gancho… eu prometo 😄

O nascimento do Consultor Fit

Foi exatamente por tudo isso que nasceu o Consultor Fit.

A ideia é simples: ajudar o condomínio a tomar a melhor decisão.

Hoje, trabalhamos com parcerias junto às marcas mais presentes no mercado de academia em condomínio. São empresas que conseguem atender diferentes níveis de projeto — desde soluções mais enxutas até espaços fitness mais completos.

Mas aqui vai o ponto principal:

não estamos aqui para defender bandeira de marca A, B ou C.
Estamos aqui para defender a bandeira do seu condomínio.

Mais do que orçamento: direcionamento

O Consultor Fit pode te ajudar, inclusive, com a coleta e análise de três ou mais orçamentos, agilizando esse processo e, principalmente, filtrando o que realmente faz sentido.

A ideia não é só apresentar opções…
é apresentar as opções certas, de acordo com:

  • o perfil do condomínio
  • o espaço disponível
  • o orçamento
  • o nível de exigência dos moradores

Ou seja, entregar soluções que realmente se encaixam na sua realidade.

Uma decisão mais segura (sem tirar sua autonomia)

O Consultor Fit nasceu para facilitar sua decisão — não para tomar a decisão por você.

A escolha final sempre será do condomínio.

O nosso papel é trazer:

  • mais clareza
  • mais informação
  • mais segurança

Para que vocês decidam com confiança, sem cair em erros comuns desse mercado.

Um projeto construído por quem vive o mercado

O Consultor Fit nasceu de uma ideia minha, junto com grandes amigos que também são apaixonados por esse mercado de condomínios.

Profissionais que vivem isso no dia a dia.

A gente decidiu unir:

  • contatos dentro das principais empresas
  • experiência prática
  • conhecimento técnico

Tudo isso com um único objetivo:

👉 ajudar o condomínio a fazer a melhor escolha possível

Sempre com foco no que realmente importa:
o resultado para o condomínio — e não para uma marca.